O fabulário da superioridade monetária
Das seculares ilustres mentes ignorantes
Ecoam pela eternidade como doenças
Aumentando a mazela dos pobres
Destruindo sonhos e esperanças
Escurecendo e apagando
Os pequenos traços de luz e razão
Que gerações poderiam ter salvado
Seus corações amargos e frios
Refletem os ensinamentos
De suas divindades infantis
Também seculares
Adorando conselheiros mágicos
Amiguinhos verdinhos e imaginários
Posições, pessoas e confraternizações
Onde tudo e todos se desprezam
Os pobres ainda sem entender
Que são eles o espetáculo
Arrancam suas próprias cabeças
Em troca de míseros pedaços de pão
E todo esse sistema frágil
Necessariamente corroído
Desde o começo;
Embolora-se e apodrece
E as televisões foram criadas!
E o horário nobre também!
E todos ficaram ainda mais burros!
E ninguém, ninguém escapou.